Descobrindo

As Novas dos Strokes

Passada uma semana, agora já posso falar sobre o que eu achei de “Comedown Machine”, quinto álbum da minha banda favorita, The Strokes.

Imagem[Imagem: Divulgação]

Após o susto inicial com One Way Trigger – um tecnobrega gringo que nunca passou pela minha cabeça ser tocado por cinco novaiorquinos -, e o alívio gerado por All The Time, os caras fizeram o favor de liberarem o streaming completo do álbum pra gente ver qualéqueé.

Vamos por partes:

Tap Out – pra mim, a melhor do álbum! É a que traz a novidade que faltou pra boa parte de “Angles”, que é metade bom e metade ruim/ chato/ fraco/ sonolento;

All the Time – continuação de “Room on Fire”. É a que lembra o Strokes das antigas, os “salvadores do rock”. Não é aquele tcham, mas é ouvível e não é ruim;

One Way Trigger – já me disseram que essa música foi feita depois que os caras ouviram a Banda Uó por indicação do Diplo. Se é verdade, eu não sei, mas que eles viajaram na maionese – ou no açaí, se preferirem -, viajaram. É chocante? É. Mas é uma quebra de paradigmas que sempre faz bem;

Welcome to Japan – gracinha de música! Pop sem frescura, sem neurose nem medo de ser feliz;

80´s Comedown Machine – essa é a mais introspectiva, lentinha e tal;

50/50 – um pouco de Joy Division? Um pouco de Automatic Stop com Take It or Leave It? É o bom e velho Julian Casablancas e seus gritinhos roucos;

Slow Animals – poderia estar facilmente no “Angles” como continuação de Life is Simple in the Moonlight. Aliás, a introdução é muito semelhante! Aliás 2, já dá pra ouvir o lado B dessa faixa, Fast Animals;

Partners in Crime – uma pegada punk na introdução, falsetinhos nos momentos certos, indie, boa pedida e um solo de guitarra mais que bem-vindo pra fechar;

Chances – mais uma calminha, acredito que usaram uns sintetizadores pra dar uma ampliada na viagem. Lembra o trabalho solo do Casablancas, mas tem o DNA Strokes. Falando no vocalista, ele tem feito muitos falsetinhos ao longo do disco ou deixando-a mais suave, experimentando mesmo;

Happy Endings – Albert Hammond Jr. e Nick Valensi criando muito!! Guitarras incríveis, um quê de Daft Punk;

Call it Fate, Call it Karma – soul music? R&B? The Doors??? Little Joy?????? Essa é outra esquisita.

De uma forma geral, achei o álbum bom. Sem frescura, sem grandes pretensões. Porém, era esse o disco que deveria suceder “First Impressions of Earth”! Muitas das músicas têm características do “Is This it?” e do “Room on Fire”, são complementares. O “Angles” é meio fim de carreira, é meio “fiz porque pediram, não porque eu quis”.

Se o “Comedown” gerará grandes turnês, prêmios e clipes bons, aí já não são outros 500. Mas que dá uma sacudida nos Strokes, isso dá!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s