Escrevendo

De saco cheio

O sorriso matinal é o único sincero que verá ao longo do dia.

Não conseguirei mais disfarçar ânimo, coragem ou mesmo gostar de fazer algo que não é de minha alçada apenas para vê-lo contente.

Me incumbirá uma tarefa que demorarei muito para começar. Ou que farei em menos de cinco minutos apenas para me ver livre dela. Ou farei sem vontade. Mas nunca farei nas coxas. Afinal de contas, continuo prezando o profissionalismo acima de tudo.

Em alguns dias, chegarei atrasada. Mas, pelega que sou, recompensarei os minutos antes de ir embora. Ou chegarei super cedo para sair assim que o relógio bater 17h.

Esquecerei de tudo e de todos assim que passar pelo portão do prédio. Sexta-feira à noite marca o início da amnésia, que durará até o relógio despertar segunda de manhã.

Entrarei sempre com o pé direito no hall, mesmo que isso não signifique bom agouro ao longo do dia.

Se me perguntar porque estou “assim”, sempre direi que a culpa é do sono, mesmo dormindo todo dia antes das 22h.

Meus fones de ouvido serão minha válvula de escape, mesmo que a pessoa ao lado não entenda isso e insista em travar uma conversa cujo conteúdo você saiba de cor e salteado.

E mesmo convivendo em um ambiente que, a cada dia, lhe traga mais mau humor, você só planejará sair dele ano que vem, porque pretende usar e abusar do dinheiro que recebe a cada 15 dias – e sempre acaba antes do próximo valor ser depositado na sua conta.

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