Descobrindo

Prisões femininas: pouco orange, muito black

Hoje, ao pegar o Jornal Metro ABC, me deparei com a matéria “Internet, a voz da sociedade?” (página 14, ao lado das Cruzadas), que citava páginas da web que repercutem “tabus sociais”.
Foi aí que me deparei com a campanha “Chega de Fiu Fiu” e foi aí que encontrei o Think Olga.
É um espaço que fala sobre a mulher de forma honesta, real, e, muitas vezes, mais com cores mais próximas ao cinza que ao rosa bebê.
E é por isso que posto este texto, um soco no estômago de todos:

Olga

olga presas 3

Se eu te dissesse que amanhã você vai receber na sua casa, como visita, uma mulher que virá de longe, sem mala, sem absolutamente nada, quais são as primeiras coisas que você compraria para ela no supermercado? Se algum de vocês incluiu “absorventes íntimos” na sua lista, parabéns, você é mais inteligente do que muitos dos gestores das penitenciárias e demais carceragens femininas do Brasil.

Parece tão óbvia a associação mulher = menstruação que é difícil acreditar que o Estado esqueça de algo tão básico. Mas isso ocorre. Nos quase quatro anos em que pesquiso o sistema carcerário feminino, já ouvi histórias de mulheres que usavam papel higiênico, jornal e até miolo de pão para contornar o problema.

Depois de muita reflexão, cheguei à conclusão de que só há uma explicação para que isso ocorra: as presas acumulam duas características que as tornam socialmente invisíveis.

São elas:

1) cometeram…

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