Descobrindo

Insônia

Em uma bela noite de segunda-feira, com direito a garoa como trilha sonora para uma boa noite de sono, resolvo dormir cedo porque já havia começado a bocejar muito. Deito na cama, me acomodo de maneira a estar totalmente coberta e confortável e depois de um tempinho, vou para os braços de Morfeu. Até sonhar coisas bizarras sonhei. E de repente, não mais que de repente, alguém tem a excelente ideia de acender uma luz no corredor e tagarelar ao telefone. Cadê o sono que estava aqui? Sumiu!

Rola pra lá, rola pra cá, abre o olho, fecha o olho, coloca o braço sobre a cabeça, coloca o braço ao lado do corpo, rola pra cá, rola pra lá, e o blá blá blá juvenil e sussurrado que irritava os ouvidos. Não deu outra: a insônia veio com tudo. Fui para a sala ver se vendo um pouco de TV o sono voltava.

23h59. “Isso são horas de ficar falando ao telefone?”, perguntou indignada a idosa ranheta que mora em mim das 21h às 06h25 – horário sagrado do sono de beleza. Só me restava a deitar no sofá enrolada no cobertor e com o controle remoto a tiracolo. “Vamos aproveitar que os canais de filmes estão liberados e ver o que está passando de bom”, disse a jovem que adora quando a operadora da TV paga é boazinha com o cliente do pacote básico e oferece uma “degustação”.

Ligo o aparelho, abaixo bem o volume – a ponto de nem eu mesma escutar  nada e para não atrapalhar quem conseguiu entrar no estágio “sono de pedra” – e começo a zapear.

Me deparo com uma série chamada “Mob City”, do TNT, da qual eu nunca ouvira falar.

Mob-City-divulgação[Imagem: Divulgação]

Já sintonizei numa cena de tiroteio: bala, sangue, muito sangue e um olho que saltou da órbita do morto. Ao que tudo indicava, a trama era sobre gângsteres de Los Angeles. Você pode ver o trailer aqui. Pelo pouco que vi, achei bem interessante. Pena que não conseguirei acompanhá-la.

O capítulo daquela noite/ madrugada chegou ao fim e dei outra zapeada. Iria começar “O Legado Bourne” no Telecine. Claro que deixei no canal! Adoro o Bourne! Vi os últimos três filmes – sendo que meu preferido é o “Ultimato”. Mas este que passou era com o Jeremy Renner, e não com o Matt Damon (que só aparece em fotos).

O-Legado-Bourne-divulgação[Imagem: Divulgação]

Assisti o filme inteirinho deitada no sofá e com os olhos lacrimejando. Aí, depois de uma perseguição de moto pelas ruas estreitas de Manila, os “mocinhos” são “salvos” por um senhor que tem uma barco/ navio e ficam a navegar pelo mar asiático. E fim. Um fim sem final, porque muitas pontas soltas ficaram. Exemplo: o principal do “Legado” não era mais o Jason Bourne, e, sim Aaron Cross – que não se chamava Aaron Cross, obviamente. Nenhuma pergunta que ele fazia o filme todo foi respondida; sempre citavam o Bourne dos outros filmes como se este fosse um paralelo aos acontecimentos do “Ultimato”; os caras da CIA ficaram com medo e começaram a exterminar programas e agentes, mas, claro, sobrou o Cross e o Bourne. Não explicaram o motivo pelo qual um dos cientistas ficou pancada do nada e começou a matar todos os parças do laboratório; apenas especularam que talvez ele tivesse sido “reprogramado” para ficar do mal e meter bala no pessoal. Mas só especularam. Cadê investigações? Cadê mais cenas de lutas, perseguições, romance…? Hein, hein? O filme acaba DO NADA com o Cross e a doutora chata para cacildis no mar. Vai ter continuação? Fora que o melhor da história foi o personagem do Edward Norton. SÓ! Ou seja, não foi um bom spin off. Foi medíocre. Prometeu muito e não cumpriu nada. Não recomendo.

E lá vou eu voltar para minha cama e tentar esquentá-la. Deitei, me acomodei. Me acomodei de novo. E de novo. Vira de um lado, vira de outro. Puxa o cobertor para o rosto, tira o cobertor do rosto. Abre o olho, fecha o olho. Acredito que fiquei uma meia hora – ou mais – nessa ladainha. E quando finalmente retornei aos braços de Morfeu… o despertador tocou.

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