Escrevendo

Agressividade no inbox

Agora há pouco, recebi uma resposta irada de uma pessoa que se sentiu ofendida após eu ter pedido a ela que parasse de me enviar mensagens – que eu não gostaria nem pedi para receber -, ou eu iria denunciá-la a página da rede social.

Esta não foi a primeira vez que recebi propaganda por inbox travestida de mensagem.

Não conheço as pessoas que me encaminharam os textos. Mas vi que tínhamos “amigos em comum”. Porém, isso não lhes dá direito de acrescentar meu perfil ao seu mailing.

Acredito que se alguém deseja divulgar seus serviços, cursos, produtos, não há problema algum em fazer uma página ou posts patrocinados. Há espaço nas redes sociais para isso. E de algum jeito, chegará no público desejado. Dessa forma, não há a necessidade de “invadir” a lista de amigos dos amigos, selecionar aqueles que fazem parte do seu público-alvo e começar a enviar mensagens privadas para fazer propaganda. Porque, para mim, isso é propaganda!

É igual aquelas cartas que você recebe do banco ou de alguma editora com um “Olá, Fulano” e um texto padrão. Você não pediu para receber aquilo. E nem se lembrava de como conseguiram colocar seu endereço no banco de dados!

Há maneiras e maneiras de se abordar – e de se responder a – alguém. Aprendo isso todos os dias, pois trabalho com pessoas difíceis de se lidar. A gente começa a se moldar a determinadas personalidades, a ponto de saber exatamente o que a pessoa quer ouvir. Somos seres humanos, com virtudes e defeitos. Um dia estamos o mais puro mel, noutros o mais puro fel.

Se a pessoa que viu minha resposta como “agressiva” ficou chateada e irritada, peço sinceras desculpas. Às vezes a gente fica tão p* da vida com a situação que não consegue medir as palavras. E acaba passando a imagem de ser uma pessoa grossa, ignorante, estúpida, não merecedora de viver em sociedade.

Mas peço, também, para tomar cuidado ao fazer esse tipo de divulgação a pessoas desconhecidas, mesmo que seja interessante. Ela, sem querer querendo, invadiu um território. Eu não a conheço, poxa vida!! Se apresente: “Olá, sou Fulana, amiga de Sicrano, e vi que você também gosta disso-e-daquilo. Então, achei legal falar sobre um blá blá blá…” e por aí vai. Com certeza, minha postura seria diferente. Talvez nem responder eu teria respondido. E seria menos “agressiva” ao ameaçar a denúncia.

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