Escrevendo

Perfeição é um saco!

Você é perfeito/a?

Não digo fisicamente.

Vamos reformular: quantas coisas você consegue fazer? De cada vez e ao mesmo tempo? E consegue fazê-las com 100% de excelência?

No seu currículo, quantos cursos ou habilidades seriam destacados? Além do português e de um inglês macarrônico, quantas outras línguas você colocaria? Espanhol? Portunhol? Francês, pra ser blasé? Mandarim? Ou esperanto?

Você, tal qual a Cissa Guimarães, “quebra o coco, mas não arrebenta a sapucaia”?

Pergunto tudo isso por acreditar que deve ser muito difícil querer ser perfeito em tudo o que se faz – ou se diz fazer. Deve ser chato, cansativo. Irritante.

quem é vivo/ aparece sempre/ no momento errado/ para dizer presente/ onde não foi chamado

– Paulo Leminski

Deve ser pior ainda tentar vender essa imagem de “tudo faço, tudo sou” para outras pessoas! É querer forçar a barra, se intrometer onde não foi chamado/a, forçar a amizade. E, sem querer querendo, ser motivo de piada.

“Precisa de uma ajuda na cozinha? Pode me chamar! Fiz o melhor curso de culinária por correspondência!” “Nossa, esse bolo que fiz é digno de ser vendido na Brasileira. Vou ali pegar a minha Canon profissional e fazer uma sessão de fotos dessa belezura pra postar no meu Face, no meu blog, tumblr, Instagram, pinterest, Whatsapp …”

O século 21 é aquele em que uma só pessoa tem que ser multitarefa. Porém, feliz ou infelizmente, isso não significa que todas as mil e uma coisas que ela será obrigada a fazer sejam maravilhosamente executadas.

É louvável aprendermos coisas novas, diferentes, ampliar nossos horizontes. É assim que descobrimos o que gostamos, o que fazemos bem, o que fazemos mal. É assim que nos moldamos.

É assim, também, que nos tornamos mais críticos – ou “cri cris” – sobre determinadas coisas, assuntos e atitudes. Tenho certeza que em algum momento da sua vida já deva ter feito uma careta e revirado os olhos ao ver um amigo ou colega ou amigo-do-amigo se oferecendo pra fazer uma série de coisas que ninguém pediu ou perguntou se poderia fazer. Exibicionismo é chato demais!!!

Mostrar habilidades não é ruim. Ruim, mesmo, é tentar fazer disso um chamariz pra ser sempre o centro das atenções – um Cirque du Soleil ambulante. Desnecessário, né?!

Não há nada de errado em admitir que você não consegue fazer tudo, porque, no final das contas, ninguém é perfeito.

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