Vamos falar de coisa boa?

Eu li e vi A Culpa é das Estrelas

 

John Green sabe falar com seu público. Cria personagens que poderiam ser você ou seu melhor amigo – ou aquele/ aquela menino/ menina da escola/ faculdade/ rua que chama atenção mesmo não sendo tão próximo. São reais, mesmo sendo fictícios. Toda a graça e charme de “A Culpa é das Estrelas” reside no fato de que Hazel e Gus são fofos e reais. Os sentimentos deles vão além da doença. São irônicos, gostam de coisas comuns e se apaixonaram como qualquer adolescente se apaixonaria.

“Enquanto ele lia, me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.” – Trecho de “A Culpa é das Estrelas”

Fanpage_Divulgação

[Imagem: Fanpage A Culpa é das Estrelas – filme/ Divulgação]

CRIANDO EXPECTATIVAS

Antes de ler o livro, vi muitos comentários de pessoas falando que a história era linda e que causou a queda de algumas lágrimas. Li o livro, adorei todos os personagens, ri das situações risíveis (“Sempre? Sempre!”), fiquei indignada com a reviravolta e achei linda linda linda as últimas frases. Mas não chorei.

Ao saber que haveria uma versão cinematográfica e ver todo o burburinho gerado, do anúncio dos atores, lista de músicas que fariam parte da trilha sonora, trailers e afins, já criei uma outra expectativa. Todas as críticas que lia continha uma dica de “leve lenço”.

No último domingo (8), minhas expectativas estavam no auge e entrei na sala de cinema pronta pra me emocionar. Começou o filme. E foi aí que comecei a achar tudo rápido demais.

Sim, eu sei que é difícil condensar mais de 200 páginas em menos de duas horas. Não esperava nenhum épico a la “O Senhor dos Anéis” ou “O Hobbit”. Mas esperava uma prévia.

E aí surge Augustus Waters – ou Ansel Elgort. Minha nossa: era do jeitinho que eu imaginava!!! E que par esse menino/ ator formou com a Shailene Woodley! E o Isaac/ Nat Wolff – o ator já está cotado pra ser o protagonista de “Cidades de Papel” – ??? Genial!!! Os atores foram perfeitos para os papeis que desempenharam.

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[Imagem: Fanpage A Culpa é das Estrelas – filme/ Divulgação]

O roteiro – salvo algumas exceções, do tipo “cadê a amiga da Hazel?? E por que colocaram o Van Houten pra entregar a carta/ e-mail, sendo que era ela que fazia uma caça alucinante pelos papeis nos pertences do Gus??” – foi muito fiel ao livro. Claro, o autor estava ali o tempo todo tomando conta de sua obra-prima; logo, não deixaria que o barco fosse em outra direção.

Assim como o livro, fiquei esperando o momento das lagriminhas. Que, assim como o livro, quase rolaram pelo meu rosto, mas não rolaram. Sim, caro leitor: a maioria dos que foram ao cinema choraram – e muito! Você ouvirá muito funga-funga e verá muitos rostos vermelhos quando sair da sala.

A minha dica: vá sem medo e preconceitos. A história é linda, é emocionante e te faz refletir sobre muitas coisas. O choro é livre!

Ah, e o mais importante: SILÊNCIO ABSOLUTO!!! Não ouse fazer comentários sobre as cenas ou piadinhas sem graça – mesmo se for muito, mas muito baixinho mesmo!! Você correrá o risco de levar um SHIIIII!! na orelha e ouvir pito na saída.

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