Vamos falar de coisa boa?

Foto sem maquiagem

Nesta semana, a timeline de muita gente foi invadida por fotos de meninas-mulheres sem maquiagem. Uma brincadeira, um desafio, e uma hashtag: #StopTheBeautyMadness.

Agora, vou abrir um GRANDE parênteses. Você gosta de maquiagem? Tem ideia de quantos produtos têm em sua necéssaire? Quantos blogs e vlogs de make você acessa/ curte/ ouviu falar? Já gastou muito dinheiro em batons e afins? E você já pensou em mudar a cor e o corte de cabelo ou fazer alguma intervenção cirúrgica porque não se acha bonita “do jeito que está”? 

Stop-the-Beauty-Madness[Imagem: stopthebeautymadness,com/ Divulgação]

Pois bem. Comecei falando de fotos de meninas-mulheres sem maquiagem e joguei uma pergunta sobre cirurgia. E por que? Porque vivemos em um mundo onde nós, garotas, somos enquadradas em padrões de beleza ideal. Ora “temos” que ser louras; ora “temos” que ser ultra mega magras; ora “temos” que dormir e acordar numa academia, tomar suco verde todas as manhãs e nos privarmos de comer para ter o corpo da “nova musa fitness” da(s) web/ redes sociais; ora “temos” que ser escravas da chapinha e da progressiva e usar e abusar daqueles silicones pra cabelo com aroma de chocolate (tão enjoativo quanto um banho de AXE). Não podemos ser nós mesmas. Não podemos ser naturais.

Sim, já pensei em colocar silicone nos seios por achá-los pequenos demais em comparação ao meu derriére. Já pensei em fazer lipoaspiração e desisti depois de ver o procedimento no “Dr. Hollywood”. Ainda acho que estou muito acima do meu peso ideal, não gosto da minha barriga, mas nem por isso vou deixar de comer um pedaço de bolo delicioso que vende na lanchonete do trabalho. Claro, vou procurar ser o mais saudável que meu cotidiano permitir.

Eu, por exemplo, já fiz relaxamento no cabelo. AmaciHair. Já fiz escova e chapinha – morrendo de medo daquilo me queimar. E não adiantava muito. Quando assumi o lado “rebelde” da cabeleira, sabem o que eu ouvia – e ainda ouço bem de vez em quando – na rua? Alguém me chamando de Bob Marley. Não vejo nenhum problema nisso, mas ficava na dúvida: o que um dreadlock tem a ver com meu cabelo cacheado e black? É pelo fato de eu estar assumindo a minha afrodescendência? Ou é pelo fato de “estar’ diferente de um grupo majoritariamente chapinhado?

Se falar de mudanças capilares já origina um texto enorme, imagine de corpo e rosto? 

Sim, eu uso maquiagem. Sim, adoro maquiagem. Sim, eu me divirto com maquiagem. Mas não sou escrava dela. Quantas e quantas vezes saí de casa sem nada na cara? Quantas e quantas vezes não escondi espinhas que ainda teimam em se apoderar das áreas do meu rosto? Quantas e quantas vezes só fui perceber que precisava fazer a sobrancelha ou o bigode quando me olhava no espelho do trabalho ou da casa de amigos? 

E quando pensamos nas meninas-crianças que já pedem uma cirurgia plástica de presente de aniversário? E aqueles realities de “pequenas misses”???? PELO AMOR!!!!

Eu sou do time que usa maquiagem pra se divertir, pra ver uma transformação instantânea e depois voltar ao normal antes de dormir. Sou do time que acredita que se sentir bem consigo mesma vale mais que passar o batom da moda ou comprar um primer que custa quase R$ 200. 

Então, acho muito simpático e divertido muitas meninas que usam make quase que todo dia assumirem a sua naturalidade. As suas olheiras, espinhas, ruguinhas, caras cansadas. Pra todo mundo perceber que não somos e nem devemos ser perfeitas e/ou nos enquadrarmos em um padrão de capa de revista que só o Photoshop pode produzir. 

O que me deixa intrigada é ver algumas meninas reclamando sobre esta ação. Não digo que todas têm que concordar. Mas, na maioria das vezes, elas veem apenas a “modinha” das fotos sem maquiagem e não se interessam em descobrir o que está por trás.

A revista Glamour, inclusive, fez um ensaio com famosas sem reboco na cara, assumindo suas “fraquezas”, por assim dizer. E sem neuroses.

Seria o #StopTheBeautyMadness o novo #IceBucketChallenge? Talvez, porque divulga uma campanha de alcance mundial, desperta interesse, reflexões. 

Quantas e quantas vezes a gente viu fotos de “look do dia”, de comida e selfies com mensagens motivacionais? E quando é um viral com uma mensagem realmente positiva e edificante acontece um mar de críticas? Dos caras fazendo piadinha sobre isso, dizendo que “deveriam esperar o Dia das Bruxas” pra postar as imagens, sinto muito mas não perderei meu tempo com isso. Alguém poderia me explicar, porque ainda não consegui entender!

Eu apoio a campanha #StopTheBeautyMadness. Para saber mais sobre o projeto e espalhá-lo, clique aqui

[Para deixar claro: este é um comentário pessoal. Não estou sendo paga para falar sobre a campanha.]

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