Descobrindo

Descobrindo: Reparação

Terminei de ler ontem um dos livros que mais me intrigaram e me enganaram (positivamente) este ano: “Reparação”, de Ian McEwan. Tô me sentindo até meio desolada por não ter mais páginas e ações desordenadas para ler.

Escolhi ler este livro porque há muito tempo queria ver o filme dele – “Desejo e Reparação“. Saber qualé que era da história. E pelo fato de ter a assinatura de McEwan, escritor britânico por quem me apaixonei desde que li “O Inocente” ao som de “Under the Iron Sea”, álbum magnífico do Keane. [Vocês também costumam ler ouvindo música ou preferem o silêncio?]

E por que eu disse que o livro me enganou? Porque a história começa lenta demais, arrastada demais, tal qual um dia muito quente de verão. E, por isso, quase desisti de terminá-lo.

Ainda bem que não fiz isso!!!

Reparação

“Reparação” conta a história da família Tallis, em especial de Briony, a filha caçula metida a escritora, Cecília, a do meio; e de Robbie Turner, o filho da empregada que recebe uma ajuda de custo nos estudos do patriarca da família Tallis (que quase nunca aparece).

Num belo dia do verão de 1935, toda uma família é abalada por meio de acusações falsas e impressões erradas de uma pré-adolescente fantasiosa sobre um episódio, que começou com um vaso quebrado na fonte e terminou na prisão de um inocente.

A trama começa arrastada e depois te atropela com denúncias, equívocos, paixões e desejos recém-descobertos, escândalos, crime, Segunda Guerra Mundial, distância e culpa.

Briony, a linguaruda, depois que percebe o mal que causou não só a uma pessoa, mas a várias de sua família, tenta durante a segunda, terceira e quarta partes do livro reverter a situação, se desculpar, reparar seu erro. Enquanto isso, a vida de Cecília e Robbie seguem separadamente, mas unidas pela esperança do reencontro após a guerra acabar. Tudo voltaria a ser como antes? Ou todo o relacionamento construído por meio de troca de cartas era, também, um grande equívoco?

Depois de ler as últimas linhas, escritas em primeira pessoa por uma Briony de 77 anos, vários pensamentos me vieram: será que em algum momento afetei a vida de alguém depois de fazer algo desastroso? Quantas vezes pensei ver algo que não era nada daquilo?

Gente, sério, TEM QUE LER ESSE LIVRO!! A forma que o autor conduz a trama, ora pela visão de um, ora pela de outro na primeira parte da história é fundamental para a maneira como as coisas se desenrolarão adiante. E, ao perceber que quem conta o romance é mesma pessoa que definiu o destino de tantos personagens deixa você meio atordoado. Era tudo mentira? Invenção? Ou era ela tentando consertar aquele vaso quebrado que tinha tantos significados?

Agora quero muito ver a adaptação cinematográfica. E já tenho outro livro do McEwan na fila de leitura.

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