Escrevendo

Em um futuro não tão distante…

É de conhecimento geral que o Estado de São Paulo vive uma crise hídrica fora de série. Em algumas cidades, como Itu, a população já fez diversos protestos – lá, alguns moradores estão há 20 dias sem água na torneira.

Antes das eleições, a seca era praticamente tabu. O uso do volume morto do volume morto foi colocado em prática. Hoje, só hoje, a presidente da Sabesp Dilma Pena afirmou que “se a seca continuar, a água acabará em novembro“.

Sim, amigxs: estamos falando de São Paulo, o estado brasileiro que com a maior economia do País em 2013. O cenário de falta d´água era algo que figurava apenas no sertão nordestino. Não é mais. Alguns paulistanos já enfrentam o “racionamento que não é racionamento”, e percebem o quão ruim é chegar em casa e não poder tomar um bom banho. Lavar a louça e a roupa e o cabelo e qualquer outra coisa que precise ser limpa com água e sabão.

Esse desconto na conta de quem economizar para 12m³ é legal, mas, infelizmente, foi tarde demais. Ainda há gente ficando 10 minutos no chuveiro – ou mais -, dando descarga como se um jacaré imenso tivesse que ser expelido pro esgoto, usando a mangueira pra “enxaguar” o quintal/ garagem enquanto troca ideia com o vizinho. E os vazamentos que vemos por aí?

Caminhamos para um futuro incerto, que dá medo. Água é necessidade básica. Imagina se não tiver mais? Se caminhão pipa não passar em todos os lugares pra abastecer? Se o dinheiro não der pra comprar? Complicado…

Daqui a pouco, num futuro nem tão distante assim, os e as pretendentes ouvirão dos pais do/da “mô”, além do famoso “Quais são suas intenções?” um “Você desliga o chuveiro para se ensaboar?”, ou “Sua família conseguiu atingir a meta de consumo desse mês?” Complicado, gente!

Agora, resta-nos economizar muito e usar o recurso de forma consciente, pensando no futuro, rezar pra São Pedro jorrar água e encher todos os sistemas de abastecimento possíveis e imagináveis a partir de AGORA!!! e pra que o governo deixe de enrolar e execute, de fato, todas as obras que deveriam ter sido feitas para evitar – ou minimizar – o impacto ambiental dessa onda de calor que não quer acabar.

Oremos para que esse amanhã horrendo não se torne real!!! Mas, se se tornar, que saibamos aprender com os nossos erros, porque eu tendo a concordar com o Leonardo Sakamoto de que SP merece ficar sem água.

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