Descobrindo

Rolê(s) do feriado prolongado

Feriado da Consciência Negra, 20 de novembro (ou, dependendo da cidade, alterado para 21). Fim de semana que começou, pra mim, na quarta-feira, 17h01. E o que fazer pra aproveitar?

Bom, no dia 20/11, a Pinacoteca de São Paulo abriu a exposição do australiano Ron Mueck – aquele das esculturas que parecem gente de verdade. Fomos ver os bonecões na sexta-feira, num planejamento que deu muito certo: fui com meu #boy e, como moramos no ABC, nos encontramos às 7h, pegamos o trólebus rumo ao Jabaquara 7h20 e chegamos mais ou menos 8h50. E já tinha fila. Mas uma fila que ainda não dobrava a esquina. Enfim. aguardamos a abertura dos portões (10h) e a entrada das excursões escolares. Depois, esperamos mais um pouco para comprar o ingresso e entrar de fato.

2014-11-21 10.28.27

Logo na entrada, os monitores explicam que não pode entrar mascando chiclete, que o flash das câmeras deve ser desligado (claro que teve gente que não desligou e levou pito) e que não é possível voltar para rever uma obra, até mesmo para não atrapalhar o fluxo de pessoas.

A primeira escultura é esta aqui:

ADeriva.jpg

♪ Detalhes tão pequenos de nós dois… ♪ Gente, é impressionante: unhas, dobrinhas, veias, calcanhar, as linhas das mãos, as expressões… Se o tamanho das esculturas não fosse tão desproporcional (Ron Mueck faz suas obras ou maiores ou menores que um “ser humano normal”), daria a impressão de que elas se mexeriam a qualquer momento e sairiam do lugar. Ou te xingariam. Rs…

Casal.jpgJovem.jpg

Antes da última escultura, os visitantes podem ver um filme de uns 50 minutos que mostra os bastidores do ateliê de Mueck – como ele cria os homens e mulheres gigantes ou em miniatura: moldes, argila, silicone, tintas, o cabelo sendo colocado nas cabeças, a montagem e o silêncio que predomina no local. É como uma fábrica de bonecas feitas à mão. Delicadamente.

Ao sairmos da exposição, fica aquela sensação de “gente, que sensacional!” Ao todo, são nove obras – parece pouco, mas leva um tempo pra ficar contemplando pra ver cada detalhe e, lógico, fotografar e postar no insta (tem Wi-Fi liberado na Pinacoteca!).

Velhinhos.jpg

[Imagens: Paula Franco]

Saímos de lá com muita sede; parei pra comprar água, mas percebi que a Coca-Cola estava APENAS 50 centavos mais cara, e lógico que fui de refrigerante. Que sensação boa poder se refrescar, não é mesmo?? Mais ou menos, porque assim que começamos a andar um pouquinho, três moradores de rua pediram o líquido precioso. Claro que eu dei, mais o lanche que tava na minha bolsa (que um outro morador não aceitou).

Aproveitamos que já estávamos no Centrão véio de guerra (tão lindo, mas tão maltratado…) e fomos ver um lugar diferenciado pra encher a pança. Minha ideia era irmos ao Rinconcito Peruano, que fica na Rua Aurora. Lá chegando, cadê o lugar?? Eu não tinha anotado o número e aí ficamos vagando e vagando, até que perguntei prum cara se ele sabia onde tinha um restaurante peruano por lá. E ele indicou uma direção – segue pra Rio Branco. E achamos não o Rinconcito, mas o Tierra Madre. E olha… QUE DELÍCIA, DEUS!!!!!

Pedi ceviche e meu namorado um prato que vinha arroz branco, peixe empanado, batatas e cebola com coentro e pimenta. Gente, a comida é MUITO bem servida, ao ponto de quase cair do prato! Sem miserê!!  Fora que é uma delícia!! E a sobremesa? Primeiro, que ela vem num copo americano grande; segundo, tinha aquele caramelo a la crème brulée; terceiro, que era muito gostosa. O nome? Leche asada (descobri o nome certinho depois, porque quando eu perguntei pro garçom, não entendi direito o que ele falou por causa da altura do rádio). Parece pudim de leite, só que menos consistente. Valeu muito a pena ter almoçado nesse lugar: bom atendimento, boa comida, bom preço.

Depois, rumo a Estação República, nos deparamos com outra exposição: Todos Podem Ser Frida, de Camila Fontenele de Miranda. Fotos lindas, coloridérrimas e cheias de sensibilidade de pessoas – homens, mulheres, crianças – trajadas de Frida Kahlo. Inclusive, nesse dia tinha uma equipe do SBT filmando o local e a fotógrafa estava lá.

E, agora, chega, porque o cansaço bateu, a sede voltou e tava muito quente!! Tudo bem que a volta pra casa foi osso, mas valeu muito a pena.

Pra quem não foi, #Dica: VÁ CEDO PRA PODER ENCARAR A FILA DE BOA E, AINDA, APROVEITAR PRA BATER PERNA NO CENTRO DE SÃO PAULO. Às quintas e sábados, a entrada na Pinacoteca é grátis; e a expo Todos Podem Ser Frida é totalmente free. #SeJoga!!

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