Descobrindo

Descobrindo: Sábado

Descobrindo, aumentando as expectativas e, no final, odiando. Olha, fazia tempo que eu não ficava tão brava lendo um livro. Isso porque eu AMO o autor!!

Explico: vocês devem lembrar que escrevi um post sobre o livro “Reparação”, de Ian McEwan, que deu origem ao filme “Desejo e Reparação”, com a Keira Knightley e o James McAvoy (o jovem Charles Xavier dos filmes novos dos X-Men). Esse livro me deixou abestalhada e foi uma grande e ótima surpresa: começou lento e depois explodiu em algo maravilhoso e fantástico.

Na época em que comprei o livro, tinha levado outro, do mesmo autor: “Sábado”. Se “Reparação” foi tão sensacional, imagine este, né? Expectativas lá em cima, chegando em Plutão.

Sábado

[Imagem: @1paulafranco]

Eis que comecei a ler o dito cujo. Resumindo: tudo acontece em um único dia, sábado, na vida do neurocirurgião Henry Perowne. Ele tem uma mulher que é advogada, um filho mais novo músico de blues, uma filha mais velha que se tornou uma poetisa de destaque e um sogro recluso que também é um poeta consagrado. Porém, o cotidiano de Perowne é tão metódico que não há espaço para algo que fuja da rotina “casa-hospital-pacientes-cirurgias de sucesso-partidinha de squash com o amigo anestesista-casa”. E é aí que o tal sábado fica caótico.

Na madruga, boladão, Perowne desiste de enfrentar a insônia e vai dar uma olhada no movimento das ruas de Londres da sua janela. É fevereiro de 2003, quase dois anos pós-atentados terroristas ao World Trade Center e pré-Guerra no Afeganistão e Iraque. O Reino Unido está prestes a decidir se enviará tropas ao Oriente para lutarem contra o terror, enquanto uma grande manifestação acontecerá na manhã deste sábado pedindo paz e não à guerra. E é aí que, do nada, o neurocirurgião vê um avião em chamas e caindo no sentido do aeroporto de Heathrow. “Ai, car***o!! Que por*a é essa???”, ele se pergunta – ou teria se perguntado se eu fosse a autora, rsrsrs!

E aí, o que ele faz? Acorda a mulher pra ela ver também? Não. Grita? Não. Chama a polícia e dá um depoimento como testemunha? Não. Sai correndo em direção ao aeroporto para oferecer ajuda médica às possíveis vítimas? Não. Ele fica lá, observando, boladão, mas apenas observando. E espera amanhecer para “começar o seu dia”, que será MUITO atarefado, #sqñ.

No meio desse início de fim de semana de folga, Perowne bate o carro em outro, discute com três bandidos, apanha, consegue escapar, vai pra sua partidinha de squash com o colega – que é descrita em ONZE PÁGINAS!!! Você conhece squash? Nem eu!! E daí o autor descreve o jogo entre os dois durante ONZE INTERMINÁVEIS E EXAUSTIVAS DE TÃO CHATAS PÁGINAS!!!!!!!!! -, sai de lá, compra comidinhas pra janta especial de boas-vindas da filha que mora em Paris, vai visitar a mãe no asilo, volta pra casa e ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ…

ACORDA!!
VAMO ACORDÁ!?!

Um livro que, aparentemente, não é longo, mas te cansa tanto, mas tanto, que você só continua lendo pra ver se vai ter algum momento de tensão que não seja dentro de uma porcaria de quadra de squash!!! É narrado em primeira pessoa, por um personagem que é perfeitinho demais, tem uma família perfeitinha demais, um carro perfeitinho demais, uma rotina perfeitinha demais. Ou seja, é um bocó!

“E o avião que caiu no começo da história?” Não era nada demais: foi um acidente com um avião de carga que não teve consequências graves – nem pra suposta história paralela (clima de tensão pré-Guerra ao Terror), nem pra principal. Brochante – sim ou com certeza??

Enfim, Sábado, pelo texto da contracapa e pelo autor – que já tinha lido dois livros MARA!! – tinha tudo pra ser muito interessante, mas acabou se tornando cansativo, difícil de ler e extremamente desnecessário na minha vida de leituras. Infelizmente, para meu desgosto, ganhou meu selo de NÃO RECOMENDO.

tyra-banks

Ainda bem que, em seguida, li outras brochuras bem mais interessantes. Mas essas eu conto mais pra frente.

E vocês: tiveram que encarar algum livro difícil de terminar?

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3 comentários em “Descobrindo: Sábado

  1. Muito legal esse post! haha. Amei a sua crítica.
    Eu já li um livro muito mas muito chato chamado Armadilhas da Mente, do Augusto Cury. O autor fala das mesmas coisas do início ao fim do livro, um saco! 😦
    Beijo!

      1. Verdade, eu sempre penso isso quando leio um livro chato: “poderia estar lendo um bem mais legal”…

        Imagina, curti muito teu blog, bem original 🙂

        Beijinhos!

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