Vamos falar de coisa boa?

Tapa na cara do preconceito – e um viva às diferenças!

Em um mundo infestado de padrões de beleza impossíveis de serem atingidos, é interessante e muito bem-vindo encontrar exemplos valorizando o “normal”, mandando um beijo pro recalque e sambando de salto 15 agulha na cara da sociedade.

Citarei hoje dois exemplos fodásticos de como algumas empresas têm se posicionado para valorizar PESSOAS/ SERES HUMANOS em detrimento da estética e da falsa sensação de se estar numa capa da Vogue.

O primeiro é a nova campanha da Dove, que ouviu algumas crianças com cabelos cacheados e crespos que, ao serem perguntadas se gostavam das madeixas como elas eram responderam, sinceramente, que não – que preferiam ter cabelo liso. Eis que, para dar aquele up na autoestima das garotinhas, convidaram diversas pessoas que não tinham cabelo liso para cantarem uma música pra elas e mostrarem que sim, os cachos são igualmente lindos e maravilhosos.

Juro: quase caíram lagriminhas depois de ver o comercial. E por que? Porque é muito triste e lamentável ver que CRIANÇAS querem seguir um modelo de beleza eurocêntrico copiado e massificado em brinquedos, filmes, seriados, desenhos. Para elas considerarem que ter um cabelo liso porque ele seria mais macio, bonito; de uma garotinha dizer, sem rodeios, que não se sente bem em ter cachos e que fica esticando os fios para tentar deixá-los lisos; ouvir de uma criança de 6 anos que seu cabelo natural a deixa “triste, às vezes”, é de cortar o <3. Se para uma mulher adulta já é difícil elevar a autoestima em meio a bombas de musas fitness, gostosonas de reality shows/ programas de auditório e atrizes de novela, imagine para menininhas???

O uso de exemplos positivos, em especial de pessoas que convivem com elas, é LINDOW!! O mundo só é bonito pelas diferenças. Seria uma grande e fedorenta boshta se tudo e todos fossem iguais – mesma cor, mesmo cabelo, mesma altura, mesmo peso. BLÁ!!!

O outro acabei de ver no Jornal Hoje: um cara resolveu reclamar sobre a “qualidade estética” das aeromoças da Aerolíneas Argentinas. Disse o cidadão que “antigamente [elas] eram altas, esbeltas, impunham respeito”; que hoje eram todas “baixas e gordinhas”, eque tal “escolha” deixava muito a desejar. E o que a companhia aérea fez? ESCULACHOU O RAPAZ!!

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 ” (…) Os preconceitos não voam e os deixamos em terra.”

[Imagem: Internet]

Ou seja, para a Aerolíneas, não interessa se elas são feias, bonitas, altas ou baixas (claro que eles têm uma altura mínima como requisito para o cargo): o que realmente importa é o quão profissionais e preparadas para a função as e os tripulantes estão. Foi-se a época áurea das aeromoças-capas-de-revista-sonhos-de-consumo da Pan Am (que viraram tema de um seriado horrendo!!) Se o reclamão achou ruim não ter modelos da Victoria´s Secret servindo lanchinhos pra ele durante um voo, que vá a pé!!! Ahahahahahahahahaha!!!

É muito legal perceber que as pessoas – e empresas – começam a entender que almejar ter o corpo, o cabelo, o estilo de uma top model não significa nada!! É irreal, desumano, enganador. Padrões ainda existem, mas graças ao bom Jah que eles mudam!! E cabe a nós dizer que não concordamos com isso, que não nos representam. E que mantenham o preconceito bem longe!!!

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