Vamos falar de coisa boa?

Eu vi: Whiplash

Sabe o que é bom do Oscar? As estreias de filmes realmente interessantes. Chega de blockbusters, chega de histórias baseadas em livros água com açúcar que só começam a vender horrores depois que o filme sai!

#Chatiado
#Chatiado

Não, Baymax, nada contra você, mas é que, sabe?, de vez em quando é legal ver um filme com o selo “indicado ao Oscar de bláblábláblá”.

Neste fim de semana – mais especificamente ontem – fui para SP com o boy (LINDO!! Rs…) ver Whiplash – Em Busca da Perfeição”. Não, não era um filme sobre cheerleaders da Sessão da Tarde, apesar do subtítulo que entrega quase tudo e é bem clichê e brega.

É sobre um estudante de música/ baterista de 19 anos chamado Andrew Neiman (Miles Teller), do Conservatório Shaffer – que é tipo Juilliard; ele quer ser o melhor, ele estuda, ele se dedica, ele fica sozinho treinando e treinando, mas, mesmo assim, ele não passa de um suplente que fica virando as páginas das partituras pro colega bonitão. Mas isso mudará quando OOOOOOO professor – Terence Fletcher -, que tooooooodos querem agradar, o vê tocando e o convida pras suas aulas e pra integrar a sua jazz band phodona.

Clica na imagem pra ver o trailer.

whiplash_cartaz_divulgação[Imagem: Divulgação]

No começo, Fletcher trata Neiman com doçura, pede pra ele relaxar e “apenas” mostrar o que sabe, com calma, que passo a passo ele conseguirá alcançar a turma. Certo??

É CLARO QUE NÃO!!!

Fletcher se mostra um professor abusivo, ríspido, grosso, que amadora esculachar qualquer um. E por que? Porque ele é o fodão da parada. Ele manja tudo. Ele tem ouvido absoluto. Ele te afaga pra depois dar na tua cara. Ele não quer medíocres na banda dele. Ele quer GÊNIOS!!! ARTISTAS!!! MÚSICOS DE VERDADE!!!

E aí Neiman entra nessas de se achar muito e provar pra ele que “sou tão bom quanto pareço ser” e fica neurótico. Mas neurótico mesmo!!! A ponto de sangrar muito pra conseguir tocar o swing duplo sei lá das quantas que o cara exigiu – entre outras coisas que só quem viu ou ver o filme vai saber.

“Were you rushing or were you dragging?”

Por que fui ver esse filme em particular? Porque o J.K. Simmons, que interpreta o Fletcher, foi indicado merecidamente ao Oscar de Ator Coadjuvante. E porque queria ver com meu namorado, que também é baterista – e dos melhores do Grande ABC e adjacências!!! -, pra saber o que ele achava dos paranauê todo envolvido na película.

O filme é legal, mesmo sendo uma história de relação abusiva aluno-professor que a gente já viu por aí em outros filmes de superação. Porém, algumas coisas me deixaram meio assim-assim, para o bem e para o mal.

A primeira delas: quando você pensa que, depois que ele convida a mina do cinema (Nicole – Melissa Benoist) prum jantar, terá toooodo um romance e o típico “namorada apoia namorado a vencer as barreiras que a vida tá impondo”, os roteiristas mandam um “Pegadinha do Mallandro” e acabam com os seus sonhos.

Outra: o relacionamento de Neiman com o pai não é tão fofinho como aparenta ser. Inclusive, na cena do jantar em família, o batera é meio que menosprezado pelos demais por não ser um astro do futebol do colégio/ da universidade. Afinal de contas, em tempos de Super Bowl dominando a timeline – como se todo mundo entendesse profundamente o futebol americano -, quem se importa com um carinha que tá tentando dominar as notas e compassos de uma música dificílima de jazz???

Mas o que me deixou mais meio assim-assim foi o fato de que esperei mais cenas, mais embates épicos, mais algo. Fiquei com a sensação de que, depois do solo no JVC Festival, iria ter mais alguma coisa, sabe? Sei lá, mais música, mais xingamentos, brigas, um “dois anos depois…”, um texto ou imagem que desse uma satisfação ao telespectador sobre “o que aconteceu após a performance”. E não teve.

Parabéns, Miles Teller, pelo suor, caras e bocas e perseverança pra tocar a batera. Mas, cara, sério, sua pele tá horrível!!! Vamos dar uma cuidada?? Ahahaahahahahahahahahaha… #Brinks Parabéns, J.K. Simmons, por me fazer esquecer dos personagens legais que você fez antes (ele fez o pai da JUNO!!!). E Melissa Benoist, por me fazer esquecer que você fez um personagem tão bocó e sem propósito em Glee.

O filme é bom e merece ser visto. Mas, ó, não vai querer sair comprando três modelos diferentes de baquetas pra ser O Whiplash” da vida real, ok? E lembre-se: NUNCA deixe sua pasta de partituras largada por aí. Rsrsrs…

Se você viu ou ficou com vontade de assistir “Whiplash”, comenta aí!

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