Descobrindo

Receitas, comidas, descobertas e livros

Como prometido, hoje falarei sobre uma leitura que me empolgou e me fez chegar até o “The End”.

Falarei um pouquinho sobre o livro “Não se Esqueça de Paris”, de Deborah McKinlay.

livro

[Imagem: @1paulafranco]

Já começo logo informando que é uma história muito doce, mas não melada, e que faz você pensar em ser feliz – e comer bem. Rs…

A trama conta a história de Eve Petworth, uma inglesa de 46 anos que tem uma filha, Izzy, bem da chatinha – e que vai se casar e fica amolando a mãe para ajudá-la na organização do evento. Eve é muita tímida e não teve uma boa relação com a mãe, Virginia – considerada por muitos uma megera que só maltratava a filha, mas que era adorada pela neta. Ou seja, a mulher é, praticamente, a mocinha de alguma novela mexicana!! Rs…

Eve escreve uma carta para Jackson Cooper, autor americano de best sellers prestes a ficar cinquentão e que está numa fase de bloqueio criativo. A partir dessa carta, em que ela revela ter gostado de um trecho específico de um dos livros de Jack, eles iniciam uma amizade regada a palavras curtas, porém reconfortantes, e troca de receitas. As partes em que ele conversa com o amigo Dexter só mostram o quão bom é poder ter amigos em que a gente pode ser a gente mesmo, sem máscaras.

Ao longo do livro, a gente percebe que Eve é, apesar de toda a sua fragilidade, uma mulher que está se conhecendo de fato e encarando seus medos. Ficamos sabendo de alguns segredos e do porquê ela ter uma relação de distanciamento de sua filha, que venera a avó bruxa – já falecida.

Jack, apesar de ser famoso e rico, vive alguns dilemas: acabou de ser “abandonado” pela segunda esposa, é sondado pela vizinha solteirona que ficou apaixonada por ele e tenta se acertar com uma fotógrafa bem sucedida, porém extremamente blasé e sem fome. Rs… Enquanto ele tenta dar um rumo para as suas emoções, ele tenta se concentrar na escrita de seu novo livro. Mas ele acaba trocando os teclados pelas panelas e fogões e receitas enviadas por Eve.

Num rompante, Jack propõe a Eve se encontrarem no ano novo em Paris – uh la la! -, para se conhecerem e conversarem e provarem do maravilhoso menu francês. Mas será que, mesmo com toda a timidez e medos, a inglesa embarcará nessa aventura?

Só lendo pra saber! Ahahahahahahaha!

Gostei deste livro porque é uma daquelas histórias leves e interessantes que a gente precisa ler de vez em quando, principalmente pra dar uma pausa reconfortante na vida e dos livros que não conseguimos concluir. Como eu disse, é leitura fácil, leve, doce, e mesmo com personagens “adultos”, os “ultrajovens” podem se reconhecer em determinadas situações. Quem aí não tem aquela amiga que, por fora, é super durona, mas por dentro é super insegura? Ou, então, aquele truta que troca de mina como se trocasse de corte de cabelo da moda, mas torce mesmo é pra encontrar a tampa da panela, casar na igreja, ter filhinhos, um cachorro e uma casa no campo?

São situações cotidianas em que as pessoas reconhecem e confrontam seus medos, sua personalidade, seu passado-presente-futuro.

As últimas linhas me fizeram sorrir, pelo fato de ser algo inesperado, e que mostrou que um dos personagens se permitiu viver. Se permitiu ser feliz, sair do casulo.

E sabe qual é o melhor de tudo? A autora deixou duas receitas citadas nas cartas dos protagonistas!! Que delícia!

É literatura, é gastronomia, é #Fome! Rs…

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