Descobrindo

O Sol é Para Todos

Este é mais um post literato, pois nos últimos meses estou na “febre do livro”. Um atrás do outro pra não perder a vontade!

Neste fim de semana, terminei de ler mais um “clássico da literatura mundial”: “O Sol é para Todos“, de Harper Lee – e que ganhou o Pulitzer por ele.

divulgação[Imagem: Divulgação]

O livro conta a história da família Finch, composta pelos irmãos Scout (Jean Louise) e Jem, e pelo Atticus, chefe da família e advogado da pequena cidade de Maycomb County, no sul dos Estados Unidos. Todos os acontecimentos são narrados pela visão de uma criança, no caso, a pequena e moleca Scout.

Os dois irmãos, mais o amiguinho Dill, aproveitam ao máximo a infância do final dos anos 1930, brincando, inventando histórias e fantasiando com o vizinho que nunca mais saiu de casa, Boo Radley.

Com o passar dos meses, a cidade ficou agitada devido ao julgamento de Tom Robinson, um negro acusado de violentar uma adolescente branca. Atticus aceita defender o rapaz, já julgado e condenado por toda a sociedade branca do local. E, por isso, algumas pessoas passam a atormentar as crianças na escola, dizendo que o pai deles era “amigo dos pretos”. Porém, Scout, que não só defende a família como desce no braço com qualquer garoto que a chateie, não compreende o significado daquele termo, já que não vê problema nenhum em ser “amigo dos pretos”. Afinal de contas, a Calpúrnia, empregada da filha, a criou e é “quase da família”, sem diferença nenhuma.

É nesse clima de racismo que “O Sol é para Todos” se desenvolve. Durante o julgamento de Robinson, Atticus consegue provar que ele era inocente das acusações, e que, muito provavelmente, foi o pai da moça, o mau caráter Bob Ewell, quem a espancou após a ver conversando com o rapaz. Tipo, está claro que o julgamento é UMA GRANDE MARMELADA!!! UMA CILADA, BINO!!!!

Essa carga de ignorância, vista pelos olhos de uma criança que ainda não percebeu a “ruindade” dos homens, guia o leitor. É uma fase em que muitas coisas acontecem ao redor de Scout: a infância ao lado do irmão, o “primeiro amor”, as aventuras com os amigos pela vizinhança, o deixar de lado a fase “moleca” para se tornar uma “mocinha”, a escola, as mudanças que o irmão pré-adolescente começa a sentir, as notícias sobre a Europa pré-Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos tentando sair da Grande Depressão com os planos do New Deal, e, claro, a segregação racial no Sul norte-americano.

O que faz com que esse livro se torne muito interessante é perceber a inocência com que os fatos são narrados. E essa inocência não é só de Scout, que é a filha mais nova – com seus sete/ oito anos. Percebe-se isso até mesmo em Atticus, o pai, que é, como define a menina, “velho”. O grande ensinamento que ele deixa aos filhos é o de sempre se colocarem no lugar do outro, pois só assim o conhecerão de verdade. A famosa empatia, que anda em falta atualmente.

É uma grande leitura, que te faz refletir e constatar que, infelizmente, pouco se mudou com o decorrer da História.

Se você estiver com preguiça de abrir o livro, pode ver o filme – sim, ele existe! – estrelado por Gregory Peck – e que ganhou um Oscar por ele! Clica na imagem e veja um trechinho em inglês, sorry!:

filme_divulgação

E, se você já leu “O Sol é para Todos”, saiba que a continuação, “Go Set a Watchman” (ainda sem tradução para o português), será lançada aqui no Brasil em outubro.

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