Descobrindo

Sr. Holmes

Olá, gente! Como estão? Espero que todos bem.

Vou falar aqui do livro “Sr. Holmes”, a história do mítico Sherlock Holmes sem o Dr. Watson por perto, escrita por Mitch Cullin.

Sr. Holmes divulgação

[Imagem: Divulgação]

Para quem, como eu, se acostumou com as histórias de Sherlock e Watson contadas pela ótica do médico, vai estranhar um pouco a ausência deste personagem. Na história de Cullin, Holmes já está com seus 90 e tantos anos, meio caduco, esquecido das coisas. Solitário, ele não mais vive no número 221B da Baker Street, e, sim, numa espécie de sítio/ fazenda/ chácara onde cria abelhas e vive com uma governanta e o filho dela, Roger.

Na pasmaceira da vida do campo, o livro narra uma viagem de Holmes ao Japão pós-Segunda Guerra Mundial, onde ele foi conhecer um “entusiasta” da geleia real. Porém, o famoso detetive não está com a memória tão boa, e tem sérias dificuldades para se lembrar de coisas banais, como, por exemplo, onde foi parar o charuto jamaicano que ele havia colocado no bolso do paletó?

Ao longo do livro, o autor vai contando as últimas façanhas de Holmes como detetive renomado, citando o caso inacabado da esposa que “sumia” ao longo do dia. Caso, este, lido com avidez por Roger, a quem Sherlock ensinou a arte da apicultura e nutre um carinho quase fraternal. E, também, o do desaparecimento do pai do recém-feito amigo japonês. O famoso detetive não se recorda sequer de ter conhecido o cara! Que dó…

Vou falar que esperava MUITO mais do enredo, que, às vezes, dá uma certa confusão no leitor. Ora ele fala das abelhas, ora da viagem ao Japão, ora da moça esquisita que sumia dentro de uma livraria. Mas o que liga todos os casos é o fato de Sherlock Holmes no fim da vida ter se tornado uma espécie de fugitivo da sua fama, sempre tendo que desmistificar o “personagem” criado nas descrições do Dr. Watson. E o fato de sua memória ter sido prejudicada pela idade, e por todos os seus amigos e seu irmão terem morrido, a solidão com que ele se depara é feroz. Até mesmo a relação que ele nutre com Roger é distante, mesmo ele sentindo afeição ao menino.

O fim da vida de Holmes é marcado pela solidão e pelo esquecimento.

Este livro virou filme – sério???? -, e Holmes é interpretado pelo fodástico do Ian McKellen. Importante frisar: o filme é ligeiramente diferente do livro. Principalmente no que se refere a Roger e, também, ao caso “inacabado” de Holmes.

Então, você, que é fã do personagem criado por Arthur Conan Doyle – e da série da BBC ❤ -, leia o livro antes de ir ao cinema!

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