Descobrindo

Chelsea Does

Recentemente, vi essa série documental da/do Netflix, “Chelsea Does”, conduzido pela Chelsea Handler (aquela comediante que tinha um programa no E! com um anão e uma roda de comediantes fazendo piadas com as notícias do dia). Os episódios – são quatro no total – têm mais de uma hora de duração e foram separados em grandes temas: “Casamento”, “Tecnologia” (ou Silicon Valley, no original em inglês), “Racismo” e “Drogas”.

divulgação

Eu, sinceramente, não conheço muito do trabalho dela, e a acho um tanto quanto inconveniente, e, ao mesmo tempo, engraçada. Ela é daquele tipo de comediante que perde o amigo mas não perde a piada. Por isso, é vista por outras pessoas – e por ela mesma – como alguém “difícil” de lidar. Ela faz o que quer, quando quer, e não dá a mínima.

Por isso é tão interessante a forma como ela se abre nas jornadas. Em “Casamento”, ela investiga o porquê as pessoas casam, porque dá certo ou errado, e porque com ela isso ainda não aconteceu.

Em “Tecnologia”, ela vai atrás dos bambambans do Vale do Silício para saber como eles chegaram até lá, o que estão criando, como vendem os projetos e como, de um dia para o outro, transformam seus apps em algo do cotidiano de milhões de pessoas. Ela conversa até com crianças que têm aulas de programação – e projeta o seu próprio aplicativo contra encontros/ situações roubada. E vemos como a evolução tecnológica está transformando as próximas gerações, muito mais capazes de mexer em um smartphone que eu e você.

Em “Racismo”, ela mostra uma faceta mais séria, como se tomasse consciência de seus atos mas, ao mesmo tempo, não se desculpa por eles. Ela conversa com negros, latinos, asiáticos, islâmicos, indígenas, judeus; tem uma conversa meio chata com o pai, que não gosta de ninguém e diz isso na cara; e, também, realiza uma reunião com um grupo de representantes de entidades que lutam contra a estereotipização de raças no entretenimento. O curioso aqui é que ela começa com a mente fechada e depois vai abrindo ao ver de perto o quanto as pessoas podem ser ignorantes, independente de grau de intelecto.

E o último, “Drogas”, é um livro aberto sobre o consumo de drogas nos EUA – mais especificamente a maconha, liberada em alguns estados. Inclusive, Chelsea e os amigos conduzem partes do episódio em um jantar onde todos os pratos são feitos com a erva. Porém, o clímax é a viagem dela com amigos ao Peru para tomar ayahuasca – ou Santo Daime -, o famoso chá alucinógeno usado em cerimônias espirituais.

O que mais me deixou intrigada e interessada em “Chelsea Does” foi a maneira como ela apresentou o programa. Ela não teve receio de ser transparente quanto a sua vida, suas escolhas, seus pensamentos, sua forma de ver as coisas, por mais toscas, infantilizadas e nada convencionais que fossem. Ainda mais com a presença de cenas em que ela conversa com um psiquiatra, como numa sessão privada que se tornou pública. Estamos vendo suas confissões ali. É muito interessante e reflexivo. E, claro, engraçado quando ela faz umas piadas que ninguém entende ou acha graça.

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