Descobrindo

Descobrindo: canais literários

Eu gosto muito de ler. Muito. Esse ano, me desafiei a ler, no mínimo, quatro livros por mês. E, até o momento, estou conseguindo este feito. Em outro momento, colocarei aqui a listinha dos lidos no primeiro semestre.

E para me ajudar nessa empreitada, em especial na sugestão de títulos para ler, sempre dava uma zapeada pelo Google para ver sobre lançamentos, blogs, etc. Tentava olhar os blogs e nada me arrebatava – em especial, a grande maioria dos que apareciam para mim eram falando de livros “young adult“. Já li alguns, mas não é muito a minha área.

Meses atrás, a Jou Jout estava fazendo uma série de vídeos com minas que têm canais no YouTube – temas diversos -, para empoderar e estimular outras garotas/ mulheres a criarem os seus, sem medo, sem neurose. Em um desses vídeos, ela conversou com uma moça que tinha um canal literário. Só que eu só fui conhecer as gravações dela muuuuuito tempo depois.

E, sinceramente, POR QUE EU DEMOREI TANTO TEMPO?????

A moça em questão é a Tatiana Feltrin, do TINY little ThInGs, e ela sempre faz resenhas de livros (tem uns enoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooormes), HQs, mangás, séries (ela falando sobre “Cinquenta Tons” com aquela decepção é ótimo), enfim, literatura.

O que me prendeu muito é a forma como ela expõe a sua opinião, com propriedade (ela é professora) e, ao mesmo tempo, sem desestimular a vontade de se abrir um livro e conhecer a história. O que mais me fez gostar dela foi a confissão que fez sobre terminar todos os livros que pega para ler, mesmo que a história seja horrível. Eu também faço isso, porque tenho a esperança de que ficará melhor. Já me decepcionei muito, mas… desistir jamais!

Enquanto escrevo este post, ouço o podcast “Caixa de Histórias”, do B9 – que foi onde conheci o Spoilers Talk Show, mas isso é outro assunto. É interessante que, antes de eles entrarem no assunto (estou ouvindo o sobre o “Cem Anos de Solidão“, do Gabriel García Márquez, livro que li, mas que não gostei – demorei diiiiiiiiaaaaaaaaas para terminá-lo), há a leitura de um trecho da obra, o que já instiga quem nunca leu. E depois começam a debater, dar opiniões, referências, etc..

É interessante o trabalho que esses canais literários fazem, tanto para aumentar o hábito de leitura, como o de conversar sobre as obras e trocar ideias com outros leitores. Nós, brasileiros, lemos muito pouco – média de 2,54 livros em três meses. Nossa produção de livros é muito baixa em comparação aos EUA e Europa. O preço é alto, o estímulo nas escolas é ínfimo (ler por obrigação não alegra o coração de ninguém, mesmo se forem histórias incríveis).

Claro que tudo é muito pessoal. Tem gente que só gosta dos clássicos; outros dos “Cinquenta Tons”; outros de todos os livros do John Green (mesmo que os personagens sejam muito parecidos em todas elas); outros só curtem mistério; outros romances. A diversidade está aí. E abarcar tudo isso em vídeos ou podcasts funciona – desde, claro, que seja feito respeitando a inteligência do público e que não seja pura ostentação de jabá como já vi em outros blogs).

Por isso, você, que gosta de ler e quer conhecer outras pessoas que gostam tanto quanto você, sugiro clicar nesses dois canais e perder um tempinho.

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