Descobrindo

Descobrindo: Hell

Acabei de ler “Hell”, de Lolita Pille. Trata-se da história de uma garota, Ella, que prefere ser chamada Hell, parisiense riquíssima de 18 anos que flana pela vida em roupas e sapatos grifados, em noitadas regadas a muito álcool e muita farinha (a.k.a. cocaína), e muitos cigarros.

Ela faz parte de um grupo que se ama, mas se odeia; que sabe quem transou com quem, quem é o falido; quem é o parasita; quem é o mais rico. As bolsas da moda, sapatos da moda, relógios mais caros, carros mais foda, estão todos lá. Um desfile de futilidade, de escrotidão, de “sou rica e torro milhões numa tarde de rondas por butiques enquanto você prega a bunda na cadeira do escritório pra ganhar o que eu gasto em uma bolsa.”

No meio dessas cenas que se repetem, de muita grana e muita droga e nada acontecendo, aparece Andrea na vida de Hell, outro ricaço que faz exatamente tudo o que ela faz. Porém, com um diferencial: ele é exatamente como ela – mesmos pensamentos, mesmas atitudes. Ou seja: depois de um jogo de sedução, eles passam 6 meses de eterna paixão. Até que a menina despiroca de novo e volta pro mundo de nada ao qual ela estava quando se envolveu com o rapaz.

Eu, sinceramente, não sei se gostei ou desgostei do livro. Claro, é uma história que não me toca em nada, afinal de contas vivo sempre no vermelho e o máximo de luxo que já adentrou na minha vida foi um perfume Valentino – o menor e mais barato! –  que acabou com a minha parca conta bancária dos meus tempos de telemarketing (e pessoal de telemarketing ganha muito, mas muito mal!).

A escrita é muito cansativa. Cansativa DEMAIS!!! Zzzzzzzzzzzzzzz….

A forma como a autora desenvolve o enredo e as palavras que jorram das poucas páginas… É tudo muito forçado pra uma garota de 18 anos e um cara de 22 narrarem sua trajetória nível “ricos também choram”, #sqñ.  O tempo todo não imaginava uma adolescente vivendo aquilo. Imaginava uma mulher de seus 25, 30 anos. Seriam os multimilionários parisienses mais “maduros” que nós??? Rsrsrs…

No fundo, no fundo, não passa de uma história de amor mal resolvida. Contada de uma forma que não te inspira a menor empatia. Bom, de qualquer maneira, a protagonista não está nem aí pra nada e ninguém, e colocá-la como narradora talvez tenha atingido exatamente este objetivo: você acaba, também, não ligando pra esses riquinhos drogados e alcoólatras que passam o dia dormindo ou comprando em grifes e as noites nas mesmas duas boates com as mesmas pessoas fazendo as mesmas coisas.

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