Descobrindo

La La Land

Neste sábado, fui ao cinema para ver o filme “sensação” do mês; aquele que venceu sei lá quantas categorias no Globo de Ouro; aquele do qual todos estão falando – e bem, diga-se de passagem.

Fui ver “La La Land“, onde Ryan Gosling interpreta Seb, um pianista de jazz que quer abrir seu próprio clube para, assim, não deixar a música que ele tanto ama morrer; e Emma Stone é Mia, uma aspirante a atriz que faz trocentos testes de elenco e não passa em nenhum. Ambos têm um sonho que, no momento em que se conhecem, está quase impossível de ser alcançado.

No início, o encontro deles é turbulento, mas já se sente aquele cheiro de “romance no ar”. E à medida em que vão se trombando, seja no bar onde Seb é obrigado a tocar músicas natalinas, seja na festa X em que Mia pede para a banda cover dos anos oitenta tocar “I Ran“, eles notam que existe algo mais ali além de coincidências que os colocam no mesmo lugar.

O filme é um musical, que traz várias referências de outras películas do gênero, atores e atrizes da era de ouro de Hollywood e grandes clássicos, como “Dançando na Chuva”, “Casablanca”, “Juventude Transviada”. Aliás, a cena no observatório é linda, linda! Quer dizer, todas as cenas em que Ryan Gosling e Emma Stone abrem a boca pra cantar ou remexem o corpinho pra dançar são lindas!! ❤

lalaland
Essa cena, gente… 

Claro que, na busca pelo sonho, muitas vezes temos que fazer algo que não gostamos pra bancá-lo. E é o que acontece, principalmente com Seb. E mais não posso contar! Rs…

O que posso dizer é que “La La Land” é um refresco, é pura nostalgia, é o carisma dos dois atores explodindo na tela grande, é a fotografia em CinesmaScope te fazendo viajar (e rezar pra parar de chover e o sol voltar, rsrsrsrsrsrs!), e que o professor do “Whiplash” encontrou outra coisa pra fazer e outro músico pra encher o saco além de atormentar o aluno-baterista de jazz!

ABRINDO UM GRANDE PARÊNTESES: os dois filmes têm o mesmo diretor, Damien Chazelle; os dois filmes prestam uma homenagem ao jazz; os dois filmes têm músicos como personagens principais; os dois filmes têm em seu elenco J. K. Simmons; os dois filmes falam sobre lutar por um sonho, porém com grandes diferenças: em “Whiplash”, há desespero, humilhação, ambição, um querer doentio de se conseguir tocar a po**a da música do jeito que se exige ser tocada, e a relação aluno-professor é extremamente pesada e abusiva; em “La La Land”, tudo é mais doce, o sonho parece que nunca será alcançado, mesmo se tendo talento, conhecimento, e, por isso mesmo, parece estar tão distante. FECHA PARÊNTESES.

Quem quiser assistir, vá sem pré-julgamentos. Vá querendo ser entretido. Emocione-se sem vergonha e saia da sala querendo flutuar no céu da “cidade das estrelas”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s